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Covid na gestação

6 de abril de 2021
Gestação e covid

Como se contrai o COVID?

Primeiramente, a principal forma de contágio do COVID-19 é através do contato direto de pessoa-pessoa.

Sendo assim, através das gotículas produzidas quando a pessoa contaminada espirra, tosse ou mesmo fala e, que entram em contato com a mucosa da boca, nariz ou olhos de pessoas saudáveis próximas (menos de 1,80 m de distância).

Contudo, o contágio por contato indireto parece ser outra forma importante de transmissão, e acontece quando, uma pessoa saudável encosta em uma superfície que contém o vírus e, a seguir, leva sua mão a boca, nariz e olhos.

A rápida disseminação do vírus possivelmente está relacionada, não apenas às suas formas de contágio, mas a virulência do COVID-19, e especialmente ao fato de > 80% dos pacientes contaminados poderem apresentar poucos ou nenhuns sintomas, mesmo quando estão eliminando o vírus intensamente.

Quanto tempo leva para saber se tenho COVID?

O período médio de incubação da infecção por Coronavírus é de 5.2 dias, com intervalo que pode chegar até 12.5 dias.

No entanto,  transmissibilidade dos pacientes infectados por COVID-19 é, em média, de 7 a 14 dias após o início dos sintomas, mas também ocorre dias antes do aparecimento dos sintomas.

Consultas pré natal em tempos de pandemia

As consultas de pré-natal devem ser mantidas durante o período da epidemia, pois, trata-se de atendimento específico e que visa manter a saúde materno-fetal.

A periodicidade das consultas e exames complementares devem ser suficientes para garantir o cuidado adequado de cada gestante, evitando excesso de visitas a locais com ambientes fechados e/ou com aglomeração de pessoas, que aumentam seu risco de contato com indivíduo acometido pelo COVID-19.

Entretanto, nas pacientes com infecção diagnosticada ou suspeitada e já em acompanhamento da infecção viral, a sua consulta de pré-natal deverá ser agendada para quando finalizar o período de isolamento.

É importante garantir o atendimento com equipamentos de proteção individuais adequados a cada cenário clínico para se tentar evitar o aumento da disseminação do COVID-19.

Meu bebê pode contrair COVID?

Não há ainda dados de recém-nascidos com mães que tiveram a doença no primeiro e segundo trimestre, contudo, até o presente momento não se identificou aumento das taxas de abortamentos ou malformações visíveis ao ultrassom durante o pré-natal.

Dessa forma, é importante lembrar que a hipertermia, por si só, independente da causa, é considerada um teratógeno e também, fator de risco para abortamento.

Os estudos demonstram que não há maior gravidade quando comparada gestantes e mulheres da mesma faixa etária.

Os principais sintomas durante a gestação foram febre, tosse, anosmia, dor muscular e mal estar.

Os sintomas mais graves de COVID-19, como dificuldade para respirar, dor no peito e confusão mental, por exemplo, são mais raros de acontecer, no entanto, há maior probabilidade de surgirem em mulheres que já estão no terceiro trimestre de gestação, além de haver maior chance de complicações.

A principal complicação relacionada a infecção foi a presença de pneumonia secundária, alguns estudos demonstraram 80% dos casos. Além disso, a presença de trabalho de parto prematuro chegando a 23% em alguns países.

As complicações aconteceram em menos 10% das gestantes infectadas e principalmente no terceiro trimestre.

Contudo, comorbidades associadas como sobrepeso e obesidade, diabetes e hipertensão estão associados a quadros mais graves.

O COVID 19 leva a um processo inflamatório difuso e isso aumenta o risco durante a gestação de eventos trombóticos.

Estudos sobre transmissão do vírus

Ainda são escassos os estudos sobre transmissão vertical, apesar disso, os primeiros estudos feitos sobre a transmissão do coronavírus da mãe para o feto mostraram que o vírus não estava presente no líquido amniótico, na garganta do bebê, nem no leite materno.

Além disso, os poucos casos de transmissão levaram a casos leve da doença.

No entanto, devido a um crescente aumento de casos suspeitos de COVID-19 em bebês logo após o nascimento, foram necessários novos estudos para confirmar se realmente era possível transmitir o coronavírus durante a gestação.

Esses estudos mostraram que o coronavírus pode, de fato, ser transmitido da mãe para o feto durante a gravidez, pois 3 mulheres infectadas com COVID-19 tiveram bebês com resultados positivos logo após o nascimento, ainda assim, o coronavírus foi identificado na placenta de uma dessas mulheres, o que indica que o novo coronavírus pode ser transmitido no útero.

Embora esses estudos mostrem que o coronavírus pode ser transmitido da mãe para o feto, ainda são casos muito raros e, por isso, são precisos mais estudos para identificar como essa transmissão acontece e quais os fatores de risco que aumentam a possibilidade de transmitir o vírus para o bebê.

Enfim, o ideal é que, durante a gestação, a mulher tenha todos os cuidados para evitar a infecção por COVID-19, como lavar as mãos com frequência e usar máscara, por exemplo.

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