Rua Groenlândia, 538 - Jardim América, São Paulo - SP
Tel: (011) 3051.8442

Blog

COVID na gravidez, amamentação e vacina para gestantes

8 de abril de 2021
COVID na gestação e vacinas em gestantes

Estou grávida e contraí COVID, vou poder amamentar?

Primeiramente, no artigo anterior (veja aqui), falamos como se contrai COVID.

Se o bebê também irá contrair o vírus ainda na barriga e riscos do COVID na gravidez.

Nesse sentido, hoje falaremos sobre amamentação em tempos de COVID e vacina em gestantes.

Segundo a OMS e os alguns estudos feitos com grávidas , o risco de passar a infecção pelo novo coronavírus para o bebê na gravidez parece ser muito baixo.

Por isso, aconselhamos que o bebê seja amamentado caso a mãe se sinta em boas condições de saúde e o deseje.

São recomendados, ter alguns cuidados na hora de amamentar para proteger o bebê de outras vias de transmissão, como por exemplo,  lavar as mãos antes da amamentação e utilizar máscara durante a amamentação.

Recomendações ao amamentar com COVID

Dessa forma, é recomendado:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por cerca de 20 segundos;
  • Evitar tocar nos olhos, boca e nariz;
  • Evitar ficar em um ambiente com muitas pessoas e com pouca circulação de ar;
  • Beber bastante água e se manter ativa, pois assim é possível diminuir o risco de formação de coágulos;
  • Usar máscaras apropriadas;
  • Ter uma alimentação equilibrada e suplementação de vitamina D e ácido fólico, caso tenha sido recomendado.

Além disso, é importante que as consultas de rotina com o obstetra sejam mantidas, pois assim é possível acompanhar o desenvolvimento do bebê e garantir que está acontecendo de forma saudável.

Vacina e COVID na gravidez

A segurança e eficácia das vacinas não foram avaliadas em gestantes e lactantes.

No entanto estudos em animais não demonstraram risco de malformações.

Para as gestantes e lactantes pertencentes ao grupo de risco, a vacinação poderá ser realizada após avaliação dos riscos e benefícios em decisão compartilhada entre a mulher e seu médico prescritor.

As gestantes e lactantes devem ser informadas sobre os dados de eficácia e segurança das vacinas conhecidos assim como os dados ainda não disponíveis.

A decisão entre o médico e a paciente deve considerar: o nível de potencial contaminação do vírus na comunidade; a potencial eficácia da vacina.

O risco e a potencial gravidade da doença materna, incluindo os efeitos no feto e no recém nascido e a segurança da vacina para o binômio materno-fetal.

O teste de gravidez não deve ser um pré requisito para a administração das vacinas nas mulheres com potencial para engravidar e que se encontram em condições de risco.

As gestantes e lactantes do grupo de risco que não concordarem em serem vacinadas, devem ser apoiadas em sua decisão e instruídas a manterem medidas de proteção como higiene das mãos, uso de máscaras e distanciamento social.

Os eventos adversos esperados devem ser monitorados.

As vacinas não são de vírus vivos e têm tecnologia conhecida e usada em outras vacinas que já fazem parte do calendário das gestantes, tais  como as vacinas do tétano, coqueluche e influenza.

Para saber mais me siga no Instagram:

https://www.instagram.com/dra.baracat/

08