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Laqueadura ou ligadura tubária

29 de junho de 2021
Laqueadura ou ligadura tubária

Polêmicas sobre laqueadura ou ligadura tubária

Primeiramente, o temo ligadura tubária é um tema cercado de várias controvérsias, porque abrange aspectos religiosos, políticos, sociais, econômicos e médico-legal.

No Brasil, entretanto, até um passado recente, não havia lei que proibisse a sua realização.

Muitas ligaduras tubárias foram praticadas desde que todos concordassem, quando indicada, pela visão “paternalista” do médico ou da vontade expressa do casal.

Quando considerava a sua prole já definida.

Assim, no setor de medicina privada, essa prática se difundiu, chegando a torna-se o método de esterilização feminina mais utilizado entre os disponíveis.

Muitas ligaduras no pós-parto, ou durante cesarianas, foram realizadas no controle da natalidade.

Segundo a Pesquisa Nacional sobre Demográfica e Saúde (PNDS) de 1996, a esterilização feminina consistia de 52% de todos os métodos conceptivos utilizados.

O que é laqueadura ou ligadura tubária

A ligadura tubária é uma forma de esterilização cirúrgica, segura, altamente eficaz e conveniente para a anticoncepção.

É um procedimento eletivo e essencialmente pertinente, e praticamente não existe contraindicações absolutas para sua execução.

Causas de arrependimento

Apesar de todos esses cuidados, a literatura informa que arrependimento por ter feito a ligadura pode ocorrer entre 3% a 25% das mulheres, mas que somente 1% a 2% delas forma submetidas à operação de reversão.

A idade jovem em que o procedimento foi realizado, independentemente da paridade ou do estado civil, foi a mais forte das causas de arrependimento.

Fatores socioeconômicos, educacionais ou baixa paridade no momento da esterilização também pode ser incluídos como causas de arrependimento.

Teoricamente e em inúmeros outros países, a ligadura tubária por opção da paciente pode ser realizada no pós-parto ou no pós-aborto ou com algum outro procedimento cirúrgico.

No Brasil, no entanto, isso é proibido.

Métodos utilizados para a ligadura tubária

Universalmente, a ligadura tubária pode ser executada por laparoscopia ou por minilaparotomia incluem menor tempo cirúrgico, pouca dor no pós-operatório e menor permanência hospitalar.

Em geral, dá-se preferência à ligadura pela via laparoscópica nas indicações de ligadura chamadas de “intervalos”.

Nas ligaduras pós-parto, a preferência é em usar a técnica da minilaparotomia.

A preferência pessoal da mulher e/ou do cirurgião, bem como as circunstâncias clínicas, pode definir a via de acesso as trompas.

Por causa de complicações, não se recomenda mais o acesso às trompas pela a culdoscopia.

Técnicas de laqueadura

  • Pomeroy;
  • Uchida;
  • Madlener;
  • Irving;
  • Técnica usando o clipe de Hulka;
  • Técnica usando a “eletrocoagulação bipolar”;
  • Histeroscópica

Possíveis complicações

As complicações são raras, mas podem acontecer. Como por exemplo:

  • Infecção e sangramento no local da incisão;
  • Infecção ou sangramento intra-abdominal;
  • Lesão de órgãos pélvicos;
  • Reação alérgica ao anestésico.

Ressaltando-se, assim também, a existência de métodos reversíveis com eficácia similar, deve ser sempre desencorajada a esterilização precoce, por ligadura tubária. Devem-se oferecer informações sobre todos os métodos reversíveis e informar de que se trata de um método considerado reversível, bem como sobre possíveis complicações e o risco anestésico.

Por fim, deve-se, ainda explicar que a ligadura tubária não protege contra DST/HVI.

Veja também: https://baracat.com.br/ginecologia/alteracoes-do-ciclo-menstrual/

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