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Osteoporose causas e fatores de risco

8 de julho de 2021
Osteoporose causas e fatores de risco

O que é osteoporose

Primeiramente, a definição de osteoporose foi estabelecida em 1947 pelo endocrinologista Fueller Albrigth.

Dessa forma, trata-se de uma doença esquelética sistêmica caracterizada por baixa massa óssea e deterioração do tecido ósseo com consequente aumento da fragilidade óssea e facilidade a fraturas.

Considerada, no entanto, a doença osteometabólica mais comum e constitui um importante problema de Saúde Pública em vários países, incluindo o Brasil, causado por gastos exorbitantes.

Tipos de osteoporose

A osteoporose pode ser primária ou secundária, sendo a última, causada pelo uso crônico de algumas medicações ou por doenças que levam à perda óssea.

A osteoporose primária é a forma mais comum e está associada à menopausa ou o envelhecimento.

Estima-se que a prevalência de osteoporose, no Brasil, entre as mulheres na pós-menopausa, é de aproximadamente 40%.

Contudo, a osteoporose pós-menopausa ocorre geralmente nos primeiros 10 anos após a menopausa.

A deficiência estrogênica é o principal fator responsável pela osteoporose nesse período, entretanto a perda óssea ocorre por meio de vários mecanismos fisiopatológicos nos quais hormônios e citocinas estão envolvidos.

Fatores hormonais

Entre os fatores hormonais, a deficiência estrogênica aumenta a sensibilidade do esqueleto.

Diminui a disponibilidade de vitamina D, tanto por meio da redução da produção, quanto da elevação dos receptores intestinais, resultando em uma menor absorção de cálcio.

A falta do estrógeno também pode provocar queda no índice de reabsorção de cálcio nos túbulos renais.

Além desse efeito bem documentado do aumento da reabsorção óssea, a deficiência estrogênica induz a diminuição da formação óssea por meio da redução da produção dos fatores de crescimento pelo esqueleto, como também por uma ação direta sobre os osteoblastos.

Onde ocorrem as fraturas devido a osteoporose

As fraturas por osteoporose ocorrem mais frequentemente nas vértebras, no rádio distal e no fêmur proximal.

Essas fraturas ocasionam dor, incapacidade física, deformidades e promovem deterioração da qualidade e expectativa de vida.

As fraturas do quadril são as mais graves e aumentam a taxa de mortalidade em 12 a 20% nos dois anos seguintes à fratura.

Mais de 50% dos que sobreviveram a uma fratura de quadril são incapazes de ter uma vida independente e muitos deles necessitam viver em ambientes institucionalizados.

A baixa densidade mineral óssea (DMO), especialmente no colo femoral é um forte preditor de fraturas.

A cada redução de um desvio padrão na DMO, o risco de fratura aumenta em duas a três vezes.

Além da baixa DMO, é importante a identificação dos fatores clínicos de risco para osteoporose e fraturas, pois nos auxiliam na avaliação do risco absoluto de fratura para cada indivíduo e na seleção dos pacientes a serem tratados.

Fatores de risco

A osteoporose não apresenta manifestações clínicas específicas até que ocorra a primeira fratura.

Portanto, a história clínica e o exame físico detalhados devem ser feitos em todos os pacientes com o objetivo de identificar fatores que possam contribuir para perda de massa óssea, bem como avaliar fatores preditivos para fraturas e excluir causas secundárias de osteoporose.

Os fatores de risco mais importantes relacionados à osteoporose e as fraturas na pós-menopausa que são: idade, sexo feminino, etnia branca ou oriental, história prévia pessoal e familiar de fratura, baixa DMO do colo de fêmur, baixo índice de massa corporal, fatores ambientais, inclusive o tabagismo, ingestão abusiva de bebidas alcoólicas (≥ três unidades ao dia), inatividade física e baixa ingestão dietética de cálcio.

Os hormônios sexuais também influenciam a deposição de cálcio nos ossos.

Alterações da puberdade, como puberdade tardia, amenorreia primária ou secundária, são fatores de risco para osteoporose.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da osteoporose realiza-se pela medida da densidade mineral óssea (DMO) por meio da técnica de densitometria óssea por dupla emissão de raios X (DXA), que é um método não invasivo, preciso, disponível e de baixa radiação.

Os valores da DMO medida por DXA são padronizados como valores de T-score e Z-score, baseados na variabilidade do desvio padrão (DP) da DMO medida nos pacientes, comparada à média de DMO de uma população de referência.

O Z-score é o número do DP abaixo ou acima da média da DMO para pessoas da mesma idade.

O T-score é o número do DP abaixo da média da DMO para adultos jovens, geralmente entre 20 e 40 anos.

A osteoporose pós-menopausa é diagnosticada quando o T-score da coluna lombar, fêmur total ou colo femoral apresentar resultado igual ou inferior a -2,5.

Valores do T-score entre -1,0 e -2,4 é diagnóstico de baixa massa óssea, o qual, quando associado a outros fatores de risco para fraturas, deve ser considerado para medidas preventivas ou terapêuticas.

Critérios densitométricos da Organização Mundial de Saúde

Normal—Densitometria óssea com escore T até -1,0.

Osteopenia—Densitometria óssea com escore T entre – 1,0 e – 2,5.

Osteoporose—Densitometria óssea com escore T igual ou abaixo de – 2,5.

Exames para diagnóstico

Devido à alta prevalência de causas secundárias de osteoporose, sendo muitas delas subclínicas, recomenda-se para todos os pacientes antes de se iniciar qualquer tratamento uma avaliação laboratorial mínima que inclua hemograma completo, cálcio, fósforo, fosfatase alcalina, função tireoidiana e dosagem da 25 (OH) vitamina D sérica, calciúria de 24 horas, além de radiografia simples lateral da coluna torácica e lombar e a medida da DMO na coluna lombar e fêmur proximal.

Os marcadores de remodelação óssea são úteis para avaliar o efeito de medicamentos, do próprio envelhecimento ou de alguma doença sobre as taxas de reabsorção e formação óssea, em um determinado intervalo de tempo, mas não devem ser usados para o diagnóstico da osteoporose nem para a escolha da medicação a ser prescrita.

Os mais usados são o CTx sérico, como marcador de reabsorção, e o P1NP sérico, como marcador de formação óssea. Índices elevados do CTx sérico podem indicar perda rápida de massa óssea e apresentam correlação moderada como fator de risco para osteoporose e fraturas, independentemente da densidade óssea.

Veja também: https://baracat.com.br/ginecologia/saiba-o-que-e-ci…sas-e-tratamento/

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