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Síndrome dos ovários policísticos

27 de maio de 2021
Síndrome dos ovários policísticos

O que é Síndrome dos ovários policísticos?

Primeiramente, Síndrome dos ovários policísticos ou SOP, é um distúrbio hormonal causando aumento no ovários e pequenos cistos na parte externa dele.

Entretanto, não sabe-se a causa da etiopatogenia da síndrome dos ovários policísticos (SOP).

Alguns pesquisadores sugerem ser decorrente de alterações durante a gestação, como baixo peso ou macrossomia.

Outros consideram haver um fator genético ou hereditário envolvido.

Assim, há várias pesquisas tentando correlacionar os fenótipos da SOP com alterações gênicas.

Contudo, esse estudo é complexo e de difícil execução.

A definição de SOP, mais comumente aceita, baseia-se na associação de anovulação crônica e hiperandrogenismo clínico (hirsutismo, acne, alopecia) ou laboratorial (aumento do nível de androgênios circulantes), presença de microcistos ovarianos periféricos menores que 12 milímetros na ultrassonografia e ausência de outros distúrbios hipofisários ou da suprarrenal.

Quem pode ter SOP

A incidência de SOP pode variar de 4% a 20% das mulheres durante o período reprodutivo.

As mulheres com SOP apresentam risco aumentado para desenvolver outras afecções associadas.

Entre as afecções estão: resistência insulínica, intolerância à glicose, diabetes melito, dislipidemias, hipertensão arterial sistêmica, obesidade, síndrome metabólica, tromboembolismo, infarto do miocárdio e acidente vascular encefálico.

O endométrio é um tecido hormônio-dependente que responde aos hormônios sexuais, sobretudo aos estrogênios e à progesterona.

Esses hormônios são responsáveis pela proliferação endometrial normal, diferenciação celular e descamação regular.

Além disso, pacientes com SOP podem apresentar resistência insulínica.

Tais alterações de resistência insulínica associadas a sobrepeso/obesidade elevam o risco de síndrome metabólica, que consiste em circunferência abdominal acima de 88 cm, elevação da pressão arterial (maior que 130 × 85 mmHg), triglicérides acima de 150 mg/dl, lipoproteínas de alta densidade abaixo de 50 mg/dl e resistência insulínica ou diabetes melito.

As consequências da SOP não tratada são manutenção de ciclos anovulatórios, hiperandrogenismo clínico com hirsutismo e acne ou laboratorial, resistência insulínica, infertilidade, alterações cardiovasculares em longo prazo e alterações endometriais, como hiperplasia e neoplasias.

Para melhor controle da SOP, é necessário realizar tratamento medicamentoso associado a mudanças do estilo de vida, com dieta adequada, exercícios físicos regulares pelo menos três vezes por semana, além de acompanhamento multidisciplinar com seu ginecologista, nutricionista e psicólogo.

Veja também: https://baracat.com.br/ginecologia/o-que-e-adenomiose/

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